
As palavras são como borboletas carnívoras. Nos devoram. Mas ao mesmo tempo nos permitem ver e reviver além da fração te tempo. Além do instante. Gravadas, cravadas na memória, no papel, na existência, para uns um adorno. Por outros carregada, exibida feito troféu. Mas para mim, digo somente que a carrego como quem carrega uma carta manuscrita. No peito e no pensamento. Dolorosamente dolorida.

