Poema de um maio qualquer

Lá de cima da ruazinha… A rua de pedras vermelhas. A rua tua. Rua da tua casa. Não é mais tua do que um beijo meu. Sabe a janela? A tua janela. Enviei pelo vento flores, de todas cores, enfeita ela! Com flores e páginas impressas dos poemas meus. É segredo… já tenho as partituras da canção, que quando eu aprender piano, ou violão, vou tocar para ti. Era segredo, não é mais. Eu gosto de cortinas vermelhas. Céu azul. Verde do mato. Nudez, vinho e poema… O som da arpa. Lágrimas de contentamento. Vento soprando. De noite cabelos bagunçados, risadas, olhar as estrelas, fazer planos e falar sobre cinema. Sou grande dentro do meu mundo de infinitas possibilidades. Em teu colo sou só a Maria enamorada de olhar risonho, ávida por ti, uma menina pequena que ouve tuas histórias antes de dormir.

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